Archive for junho, 2009

29 de junho de 2009

A defesa da educação pelo poder judiciário

PRODUÇÃO J. LUMIER PROFISSIONAL BLOG: A defesa da educação pelo poder judiciário

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26 de junho de 2009

Divulgação Científica

Mensagem divulgada na Web da OEI

= Em relação à divulgação científica, há como se sabe uma orientação que visa não só a possibilidade de acesso e a aquisição da informação, mas pretende promover a formação do cidadão, no sentido de que ele possa ter opiniões e uma visão crítica de todo o processo envolvido na produção do conhecimento científico com sua circulação.

O espaço iberoamericano do conhecimento pode dar lugar a esta orientação.

= Ao longo do século vinte, devido à acentuação do vínculo que enlaça o conhecimento aos quadros sociais, tornou-se extremamente difícil esperar, no caso das ciências humanas e sociais, que o público não-profissional acolha a distinção metodológica entre (a) as proposições testáveis ou “formulações irrealistas” dos sociólogos científicos, feitas “no interesse da boa teoria científica” – como o postulado do comportamento que se conforma aos papéis sociais – por um lado e, por outro, (b) as afirmações de valor sobre a natureza do homem, que sejam atribuídas como decorrentes ou implícitas naquelas proposições teoréticas.

= Os postulados deliberadamente irrealísticos de uma teoria (conjectural) científica implicam uma divergência fundamental do mundo do senso comum que está no cerne da “contradição” entre esse “mundo do senso comum” e a ciência. Esta, por sua vez, ao mesmo tempo em que acolhe a inadequação de um argumento puramente lógico – a lógica da pesquisa científica sendo especificamente baseada na incerteza fundamental do conhecimento humano – não é possível sem a publicidade .

= Daí as duas orientações complementares:
(a) – se é o caráter profissional que se impõe ao público da ciência, há compreensão da distinção sutil entre as afirmações entendidas em modo realista (ingênuo) e os postulados deliberadamente irrealísticos. Então, a classe do conhecimento científico prevalece na comunicação ou divulgação.
(b)- Se, pelo contrário, é o caráter não-profissional que se impõe há “não-compreensão”, e a classe do conhecimento do senso comum prevalece, com a atribuição de uma imagem sobre a “natureza do homem” sendo afirmada em um “falso saber”.

Veja a mensagem na Web da OEI

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25 de junio de 2009

22 de junho de 2009

O trabalho científico, os públicos e o falso saber

O trabalho científico, os públicos e o falso saber

A construção dos objetos precisos da experiência e do conhecimento sendo presidida pelo procedimentos de dialetização [1] descarta a aplicação de qualquer “paradigma” ou modelo de análise exterior à explicação sociológica ou que pretenda substituir os procedimentos dialéticos tirados da realidade social ela mesma.

Deste ponto de vista, a marcha dos temas coletivos reais se desdobra no avanço da colocação em perspectiva sociológica do conhecimento, como um fato “transparente” cada vez mais acentuado ao longo dos séculos modernos e definitivamente assimilado na cultura do século XX.

Assim por exemplo, tornou-se extremamente difícil esperar que o público não profissional acolha a distinção metodológica entre (a) as proposições testáveis ou “formulações irrealistas” dos sociólogos científicos, feitas “no interesse da boa teoria científica” – como o postulado do comportamento que se conforma aos papéis sociais – por um lado e, por outro, (b) as afirmações de valor sobre a natureza do homem, que sejam atribuídas como decorrentes ou implícitas naquelas proposições teoréticas.

Ralf Dahrendorf reconhece que, por trás desta atribuição indevida de valor, tida por uma “espécie de reificação dos postulados”, observa-se que “o público geral não compreende a distinção sutil entre as afirmações entendidas realisticamente e os postulados deliberadamente irrealísticos de uma teoria (conjectural) científica“. Estes últimos implicam uma divergência fundamental do mundo do senso comum que está no cerne da “contradição” entre esse “mundo do senso comum” e a ciência.

Esta, por sua vez, ao mesmo tempo em que acolhe a inadequação de um argumento puramente lógico, como ressalta aquele autor, – a “lógica da pesquisa científica sendo especificamente baseada na incerteza fundamental do conhecimento humano” – não é, entretanto possível sem a publicidade [2].

Desta forma, é inegável que esta situação de aparente contradição em face da incompreensão pelo público geral da “distinção sutil” de Dahrendorf acima destacada revela-se dialética.

Por esta via, nos colocam diante de duas orientações complementares, atinentes ao público da ciência como quadro social, configurando-se um caso de variação do saber, seguinte: (a) – se é o caráter profissional que se impõe ao público da ciência, há compreensão da distinção sutil entre as afirmações entendidas realisticamente e os postulados deliberadamente irrealísticos. E a classe do conhecimento científico, então, prevalece.

(b)- Se, pelo contrário, é o caráter não-profissional que se impõe há “não-compreensão”, e a classe do conhecimento do senso comum prevalece, com a atribuição de uma imagem sobre a “natureza do homem” sendo afirmada em um “falso saber”.

Desta forma vem a ser suscitada a sociologia do conhecimento, que exige a análise diferencial das classes de conhecimento. Quer dizer, a análise das sete classes do conhecimento mais profundamente implicadas (a)-na realidade social e (b) – na engrenagem de suas estruturas. A saber: 1) o conhecimento perceptivo do mundo exterior, que se nos apresenta como um domínio privilegiado, 2) o conhecimento de outro, dos Nós, dos agrupamentos particulares, das classes sociais e das sociedades; 3) o conhecimento de senso comum, 4) o conhecimento técnico, 5) o conhecimento político, 6) o conhecimento científico, 7) o conhecimento filosófico [3] . <!–[if supportFields]> XE "conhecimento perceptivo do mundo exterior:dá conta das perspectivas recíprocas sem as quais não há funções sociais;" <![endif]–><!–[if supportFields]><![endif]–><!–[if supportFields]> XE "conhecimento de outro:diretamente apreendido nos atos mentais;" <![endif]–><!–[if supportFields]><![endif]–><!–[if supportFields]> XE "classes sociais" <![endif]–><!–[if supportFields]><![endif]–><!–[if supportFields]> XE "conhecimento político:concilia partidarismo e realismo;" <![endif]–><!–[if supportFields]><![endif]–><!–[if supportFields]> XE "conhecimento científico:busca a união do conceitual e do empírico;" <![endif]–><!–[if supportFields]><![endif]–>

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[1] Gurvitch, Georges (1894-1965): “Dialectique et Sociologie”, Flammarion, Paris 1962, 312 pp., Col. Science.

[2] Dahrendorf, Ralf: “Ensaios de Teoria da Sociedade”, Trad. Regina Morel, Revisão E Notas Evaristo de Moraes Filho, Zahar – Editora da Universidade de São Paulo (Edusp), Rio de Janeiro 1974, 335 pp. (1ªedição Em Inglês, Stanford, EUA, 1968). Cf. págs.114 a 117.

[3] Leia mais em Jacob (J.) Lumier: “Leitura da Teoria de Comunicação Social“, Web da OEI, 2007,

22 de junho de 2009

Proyecto Iberoamericano de Divulgación Científica

Proyecto Iberoamericano de Divulgación Científica

José A. López Cerezo/OEI-AECID/DICYT

Es difícil exagerar la importancia de la ciencia en el mundo actual. La sociedad del conocimiento, la edad de la información, la economía de la innovación, son frases de moda que podemos encontrar en documentos políticos, literatura especializada y los medios de comunicación más diversos.

No son términos vacíos: hacen referencia a las nuevas realidades y potencialidades del mundo contemporáneo, donde la ciencia y la tecnología se han convertido en fundamento de la productividad, de las políticas públicas e incluso han cobrado un papel protagonista en la experiencia personal. Se trata no obstante de un mundo que tiene un lado más sombrío, el lado de los riesgos y de las amenazas.

Crisis y amenazas como las de las vacas locas, petroleros a la deriva, centrales nucleares mal conservadas o el cambio climático también ponen periódicamente de manifiesto el lugar central que, para bien o para mal, ocupa hoy conocimiento científico y el desarrollo tecnológico en nuestra sociedad.

El extraordinario poder preventivo que ofrece la ciencia, y las crecientes posibilidades de manipulación que hace posible la acción tecnológica, ha transformado los peligros del pasado en los riesgos actuales, sustituyendo las desgracias inevitables de entonces por daños reales o potenciales que producen indignación y son objeto de atribución de responsabilidad.

Pero no sólo ante posibles daños catastróficos se manifiesta el valor del conocimiento en la conducción de nuestras vidas. Al tomar una aspirina, conducir un coche, encender un ordenador, decidirnos por la ternera en el supermercado, o pedir un refresco light, hacemos uso cada día de enormes volúmenes de información técnica sobre las propiedades de ciertas sustancias, sobre sus riesgos y beneficios, sobre el funcionamiento de sistemas técnicos y otros muchos elementos del entramado científico-tecnológico en el que hoy se desenvuelven necesariamente nuestras vidas. Sobre esa información, en ocasiones contradictoria y con frecuencia incierta, tomamos las decisiones que paulatinamente van construyendo nuestro futuro. Son facetas de lo que hoy se conoce como “sociedad del riesgo”: el lado oscuro de la también conocida como “sociedad del conocimiento”. El mismo conocimiento que hace posible vivir un futuro abierto de posibilidades tecnológicas es el que genera un mundo nuevo de amenazas, aunque se trata de amenazas, irónicamente, con frecuencia identificadas por esa misma ciencia y a las que sólo ésta puede hacerles frente con ciertas expectativas de éxito.

Es este estado de cosas, la presencia y extensión de esas sociedades del riesgo y el conocimiento, el que hace hoy de la ciencia un elemento clave para el ejercicio de la ciudadanía. Muchos de los asuntos públicos más candentes, y un gran número de acciones y decisiones de la vida cotidiana, están relacionados directamente con los usos del conocimiento científico o con impactos del desarrollo tecnológico.

La telefonía móvil, Internet, la aviación comercial o las agendas electrónicas son aspectos llamativos de la presencia de la ciencia en nuestras vidas; pero también la televisión, la planificación de dietas, la visita al médico, el desplazamiento en metro, el consumo de agua clorada o simplemente el uso de tejidos sintéticos al vestirnos, tan familiares ya como el decorado de nuestras casas. No son fenómenos social o individualmente inevitables; son simplemente expresiones del camino que la ciencia y la tecnología están siguiendo de hecho. El riesgo no es el precio del progreso, es el peaje que pagamos por las opciones que elegimos para el desarrollo. Si no nos gusta todo lo que vemos, cambiémoslo pero no demos la espalda al presente. Vivir de espaldas a la ciencia es renunciar al juicio propio en los asuntos públicos e incluso al protagonismo de nuestras propias vidas, es vivir en los márgenes de la democracia y optar por el sonambulismo.

18 de junio de 2009

Reproduzido por Jacob (J.) Lumier

Fonte: Web da OEI

22 de junho de 2009

Conceito de cultura científica e sua influência na forma de divulgação científica


Há um conceito bastante difundido de que cabe à divulgação científica preencher uma lacuna de informação que o leigo não tem em relação à ciência, isto é, que o leigo é, portanto, analfabeto cientificamente. Por isso os norte-americanos chamam essa atividade de scientific literacy, que é alfabetização científica, isto é, tornar, portanto, o leigo informado das questões da ciência.

A partir de surveys e enquetes sobre essa questão, notaram que também nos Estados Unidos o percentual da população que tinha informação sobre muitas questões, eventos ou fatos científicos era relativamente pequeno. Esse déficit de informação – teoria do déficit – orientou durante muito tempo as atividades de divulgação. O que cabia à divulgação científica? Cabia suprir o déficit de informação da população leiga em relação à ciência. Portanto, considerava-se como pressuposto que a população leiga era ignorante do ponto de vista científico e era preciso então levar a ela o conhecimento.

Com o decorrer das atividades em vários países, na Inglaterra, na França, na Europa de modo geral, e com o reflexo disso em países como o Brasil, essa teoria do déficit foi sendo substituída por uma visão mais democrática do papel da divulgação científica. Nessa visão, não cabe à divulgação científica apenas levar a informação, mas também atuar de modo a produzir as condições de formação crítica do cidadão em relação à ciência. Não só cabe à divulgação a aquisição de conhecimento e informação, mas a produção de uma reflexão relativa ao papel da ciência, sua função na sociedade, as tomadas de decisão correlatas, fomentos, aos apoios da ciência, seu próprio destino, suas prioridades e assim por diante. Isso vai além da atitude inicial, na qual o cientista era o sábio, o cidadão era o ignorante e o jornalista científico ou divulgador da ciência era o construtor da ponte entre essas figuras, de maneira a suprir o tal déficit de informação. Essa visão foi sendo enriquecida.

E, na Inglaterra, desenvolveu-se o que se chama public understanding of science, que é diferente do scientific literacy, do ponto de vista americano e, em seguida, um conceito que é ligado ao primeiro, mas um pouco diferente, que é o public awareness of science. Um é o entendimento público de ciência, e o outro é a consciência pública da ciência.

Nesses casos, o que está sendo enfatizado não é só a aquisição da informação, a possibilidade de acesso à informação, mas a formação do cidadão no sentido em que ele possa ter opiniões e uma visão crítica de todo o processo envolvido na produção do conhecimento científico com sua circulação e assim por diante. Esse é um conceito relacionado à cultura científica que modifica os modos de se fazer e pensar a própria divulgação.

Leia o texto completo em revista ComCiência

21 de junho de 2009

A MONOGRAFIA COMO FORMA DE COMUNICAÇÃO E TRABALHO CIENTÍFICO

Comentário
Sobre a especificidade da arte de compor uma monografia, como forma racional de comunicação da pesquisa em disciplina científica, utilizada nas instituições do ensino superior.
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Pontos de embasamento para o Grupo Oficina da Monografia


por
Jacob (J.) Lumier

Autor de ensaios sociológicos
Rio de Janeiro, início de 2007.

ABSTRACT:
A monografia é trabalho científico na medida em que compreende descoberta e verificação/justificação, mas é igualmente forma racional de comunicação comportando, por isso, por esse enlace de experimentação e comunicação, uma diferença específica apreendida como arte de compor a que se ligam profundas implicações decorrentes da condição de publicidade do trabalho científico que devem ser levadas em conta sempre que se trata da difusão do conhecimento.


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Primeiro Ponto
O estudioso que tenha lido os ensaios de Ralf Dahrendorf nos anos 70/80 (“Ensaios de Teoria da Sociedade”, Zahar, Rio) terá com certeza, notado as profundas implicações da condição de publicidade do trabalho científico sobre o conhecimento. Terá visto que grande parte dos mal-entendidos a respeito de certas obras ou teorias científicas tem muito a ver com o fato de sua exposição a todos os tipos de públicos, muitas vezes composto não só de leigos, mas de gente alheia à formação nas ciências humanas.
Se a condição de publicidade é inerente ou não ao modo de produção científico ou se esta questão deve ou não ser restringida aos estudiosos é um tema que extrapola o domínio do pensamento científico para lançar-se no âmbito da comunicação social, já que a obra impressa e, depois do advento da Internet, o livro eletrônico (“e-book”) é um produto cultural do qual
a atividade científica não saberia distanciar-se.

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Segundo Ponto
O trabalho científico se realiza como documento escrito e comunicado: tal é a verdade que não pode ser disfarçada. Ao ser comunicado, toma impreterivelmente na Monografia uma forma racional de composição que lhe é própria, enlaçando experimentação e comunicação, sobre a qual se confeccionaram historicamente as Revistas de Artigos e os Livros por esse enlace reconhecidos como publicações científicas. Há, portanto, dois momentos no desempenho da prática científica: o trabalho científico propriamente dito, de que se ocupa a Epistemologia; e a comunicação da pesquisa, que a Metodologia, como disciplina filosófica geral, busca incorporar de modo aplicado como Metodologia da Pesquisa ou Metodologia Científica. Cultiva-se em modo recorrente a expectativa de que é pelo estudo dessa metodologia aplicada que a formação do pesquisador-autor-iniciante pode chegar a bom termo e efetuar a passagem do nível epistemológico para o nível da
comunicação.

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Terceiro Ponto
Todavia, com a honrosa exceção de Ralf Dahrendorf, como mencionado, é raro encontrar quem atribua relevância específica ao nível da comunicação no desempenho da prática científica, sendo admitido que a composição da Monografia resultará quase de modo automático mediante a observância de certas técnicas de preparação do relato da pesquisa, cujo material produzido com o auxílio dessas técnicas deverá ser processado na elaboração do pesquisador, como autor de tal composição, largado este, porém, ao seu suposto desejado talento individual para fazê-lo, haja vista o branco a respeito de elaboração e composição que predomina na disciplina de Metodologia da Pesquisa.

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Quarto Ponto
Ora, como é sabido, nos países de não muita tradição literária é grande o número de candidatos na pós-graduação que não apresentam a Monografia, já bastante reduzida quanto à sua extensão exigida, tendo eles cursado não só as disciplinas conexas à sua disciplina principal, mas a Metodologia da Pesquisa ou Metodologia Científica. Não que seja equivocada aquela percepção de que o nível da comunicação é desprovido de especificidade do ponto de vista da realização do trabalho científico, mas, sim, que o nível da comunicação escapa aos critérios estritamente circunscritos a esse ponto de vista. Aliás, a Metodologia da Pesquisa por si só, como disciplina científica orientada para o problema da preparação da monografia, não tem a “obrigação” de ensinar sobre o nível da comunicação social, nem porque compreender a pessoa encarregada de preparar a monografia como um autor, como um pesquisador-autor iniciante neste ofício.

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Quinto Ponto
Há, pois uma lacuna na oferta dos subsídios e das ferramentas necessárias ao bom desempenho do pesquisador ao ser colocado na contingência de elaborar como autor a sua monografia. E não se trata só de subsídios a serem ofertados por uma disciplina científica num ambiente de sala de aula, mas, sobretudo trata-se de procedimentos composicionais a serem ofertados ou exercidos no ambiente aplicado de uma oficina, como instância de praticidade da produção cultural, haja vista que o nível da comunicação é conexo à atividade artística, sendo este o caso da composição literária da Monografia como forma racional enlaçando experimentação e comunicação.


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21 de junho de 2009

OUSADIA NA CONCEPÇÃO DA MONOGRAFIA

SOBRE A OUSADIA NA CONCEPÇÃO DA MONOGRAFIA

Fragmento extraído do blog “Obras de Jacob (J.) Lumier” in

http://leiturasjlumier.spaces.live.com/


Alguns pragmatistas sustentam que o pesquisador iniciante deve ser advertido quanto à idealização da monografia como obra intelectual. Frequentemente dizem que é preciso acautelar-se para não projetar a imagem de grande obra nem o sonho da obra perfeita evitando tomar a monografia como a realização desejada para acertar suas contas diante dos males da vida presente. Com esta orientação exagerada, pretendem aqueles reprimir a ousadia na concepção original da monografia e conter o pesquisador iniciante em sua aspiração para investigar os grandes problemas.

Ora, não há dúvida que uma dose de pragmatismo deve ser observada em qualquer atividade produtiva para imprimir-lhe a qualidade da utilidade. Nada obstante, na criação intelectual revela-se indispensável uma boa dose de ideal, sobretudo em uma realização do talento individual como o é a autoria de uma monografia. Ousadia não é sinônimo de sonho perfeccionista ainda que, como se sabe, a perfeição seja liminarmente almejada em toda a arte composicional. Muitas vezes, é verdade, pode ocorrer que o pesquisador iniciante como indivíduo humano vivendo realidades com múltiplas facetas se deixe levar pelas carências existenciais e se envolva emocionalmente na imagem da grande obra para reafirmar sua auto-estima. Mas a reação a esse psicologismo não deve levar ao desprezo do ideal de autor nem de bela obra. Pelo contrário. Estamos na companhia de filósofos influentes quando afirmamos que o ideal da filosofia da arte é imprescindível à concepção original da monografia como aspiração para investigar os grandes problemas.

Deste ponto de vista e para os fins de reflexão, igualmente ao artista, o autor de obra intelectual literária, incluindo o ensaio monográfico, pode ser equiparado ao fator de mediação pelo qual a matéria trazendo a forma em-si vem a ser objeto de realização. Quer dizer, no fundo a identidade do autor como tal é a criação. Tal a referência que não deve ser sublimada na transmissão do conhecimento, haja vista a monografia não só como trabalho científico em geral, mas como produção intelectual em que se compõe experimentação e comunicação social, deste modo superando em sua ambigüidade a mera reprodução do “já ditostandardizado no mundo das indústrias culturais.

Certo, sabemos que certas correntes filosóficas do final do século sustentaram além da inutilidade o caráter inócuo do conhecimento produzido: “nada haveria para ser dito”. A produção do conhecimento aconteceria no vazio de significação e nada acrescentaria à experiência humana propriamente dita. Em realidade, pela revalorização desta corrente encontramos novamente o posicionamento pragmatista reforçado, repelindo todo o ideal de autor em relação à concepção original da monografia em sua aspiração para investigar os grandes problemas. Tal o posicionamento que reflete o mundo da indústria cultural. Por contra, não é difícil notar através da forma monográfica de expressão associada ao ensaio de crítica da cultura que se torna possível expor a análise e a compreensão do fenômeno da indústria cultural. Tanto é assim que um notável pensador do século vinte como Theodor W. Adorno promoveu a seguinte orientação: Escribe ensayísticamente el que compone experimentando, el que vuelve y revuelve, interroga, palpa, examina, atraviesa su objeto con la reflexión, el que parte hacia él desde diversas vertientes y reúne en su mirada espiritual todo lo que ve y da palabra todo lo que el objeto permite ver bajo las condiciones aceptadas y puestas al escribir.” (…) “El ensayo es la forma de la categoría crítica de nuestro espíritu. Pues el que critica tiene necesariamente que experimentar, tiene que establecer condiciones bajo las cuales se hace de nuevo visible un objeto en forma diversa que en un autor dado; y, ante todo, hay que poner a prueba, ensayar la ilusoriedad y caducidad del objeto; éste es precisamente el sentido de la ligera variación a que el critico somete el objeto criticado(Cf. Max Bense: “Uber den Essay und seine Prosa”, apud Theodor W. Adorno: “Notas de Literatura“, trad. Manuel Sacristán, Barcelona, Ed. Ariel, 1962, pp. 28 e 30 ). Em duas palavras, o autor de ensaios dedica-se a cultivar, sobretudo uma atitude experimental. Portanto, a orientação pragmatista extrapola ao situar o problema da concepção original da monografia desde o ponto de vista da indústria cultural deixando na sombra o papel da criação reservado à acentuação do ideal de autor e sua aspiração para a bela obra. <!–[if supportFields]> XE "atitude" <![endif]–><!–[if supportFields]><![endif]–>

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DESTAQUE DAS PRINCIPAIS DICAS NA

CONCEPÇÃO E PREPARAÇÃO DA MONOGRAFIA:

► Na concepção original da monografia é aconselhável não reprimir a ambição da grande obra e cultivar a aspiração para investigar as grandes questões. É recomendável formular propósitos de elaboração abrangentes e de amplo espectro visando redefinir as concepções referenciais da disciplina ou da interdisciplinaridade aplicada.

►Vantagens de uma concepção original ousada:

· Favorece uma atitude de abertura e compreensão para (a) – ler as teorias e autores mais produtivos ou mais debatidos na bibliografia selecionada; (b) – tirar proveito dessas leituras em termos de observações e comentários formuladores de linhas de pesquisa.

· Favorece a formulação de um esquema bem simples dos principais eixos da matéria, dos quais serão tirados e nos quais serão integradas as linhas de pesquisa.

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©2007 Jacob (J.) Lumier

21 de junho de 2009

SOCIOLOGIA – GUIA PARA A PESQUISA – III

L

Lefébvre (Henri :1901 – 1991), Leibniz, Levy-Bruhl (Lucien : 1857 – 1939), Levy-Strauss, liberdade humana (seus graus, como força independente, como brecha, _ interveniente, como escolha, como invenção, como decisão, como criação, _ e determinismos) , Lourau, Lowy, Lukács (Georges : 1885 – 1971);

M

Macrocosmo (de agrupamentos), Mannheim (Karl : 1893 – 1947), March, Marcílio de Pádua, Marcuse (Herbert: 1898 – 1979), Marx, Mauss (Marcel : 1872 – 1950), Mclennan, mentalidade coletiva (serve de base aos conhecimentos), Merleau-Ponty (Maurice : 1908-1961), microfísica (faz aparecer os limites à capacidade de controle), microssociologia (e o estudo das manifestações da sociabilidade), mito (do Maná, _ e ação, _ e mitologia, _ e intenções, etc.), modernização, Montesquieu, Moreno (J.L. : 1889-1974), morfologia social (e significações humanas), múltiplas realidades, multiplicidade dos tempos, mumificação (dos conceitos, é obstáculo), Mundo humano (e universos simbólicos, e sociedade, como imaginário, e experiência dialética real, e o mito do Maná);

N

Newton (Sir Isaac Newton: 1643 —1727), níveis (de realidade, do conhecimento, da vida das sociedades, de legitimação, da consciência, das variações do saber, da dialética), níveis múltiplos, nossa época;

O

Objetivação, obras de civilização, oposição do arcaico e do histórico (relatividade dessa oposição sociológica), oposição parcial em um Nós (graus são as relações com outrem por afastamento, aproximação ou mistas); Outrem (o_ , os _ , relações com _ , e os Nós, os _ ativos, os _ passivos, _ na mentalidade das sociedades arcaicas, os _ interindividuais, os _ intergrupais, os _ e os tempos sociais, os _ e a dialética);

P

Pacey, Arnold (1937), papéis sociais (seus personagens mudam conforme o círculo social), papel essencial (que a objetivação dos agrupamentos particulares desempenha; e as tendências sociológicas probabilitárias gerais dos grupos), Pareto, Parsons, Pascal, patamares (e a sociologia em profundidade), percepção (do mundo exterior, dos temas coletivos reais, teoria social da _, coletiva, da mudança, da verdade, da multiplicidade, capacidades de _ , áutica, egocêntrica, diferencial, e tomada de consciência, obstáculo à _ , graus de _ , e simbolização, do elemento natural, esquemas de _ , e prometeismo), perspectivação sociológica do conhecimento (evidência da _, como questão de fatos, não faz do conhecimento um epifenômeno, e experiência moral, e mundo dos valores, e caráter coletivo, como expressão racional), pessoa humana (não é idêntica, e relações interpessoais ou interindividuais, e agrupamentos, e vida pessoal, e os diferentes Eu), Piaget (Jean :1896 – 1980), Pitágoras, Platão, Plotino, pluridimensionalidade da realidade social, Popper (Karl :1902 – 1994), posição (e movimento), práxis (e técnica), preconceitos filosóficos inconscientes, probabilidade, procedimentos dialéticos (complementaridade, ambivalência, reciprocidade, etc.), produção das formas de conhecer, produtores, Proudhon, psicologismo, psiquismo (individual, interpessoal ou intergrupal, coletivo, e espontaneidade), público(s) (como agrupamentos a distância),

Q

Quadros sociais (do conhecimento);

R

Realidade social, realismo (sociológico; filosófico; literário; representacional), reciprocidade de perspectiva, redução (dos agrupamentos a camadas de fortuna ou salário é um erro), reflexão coletiva, regulamentações ou controles sociais, reificação, relações com outrem (grupos, classes, sociedades), Ricoeur, Rousseau;

S

Saber adequado (mero reflexo, por diferença das perspectivas utópicas, ideológicas, mitológicas do conhecimento), Saber histórico (ou historiografia, e sociologia, e tempos sociais, e pensamento ideológico), Saint-Simon, Santo Tomás, Sartre (Jean Paul : 1905 – 1980), Scheler, Schleiermacher, Schutz (Alfred :1889 – 1959), Scott (Walter), Sebag (Lucien: 1934-65), Século XX, segredos técnicos, ser social (capacidade em espiritualismo e em materialismo é igual no ser social), símbolos sociais, Simmel, sistema cognitivo (forma parte da engrenagem de um quadro social), sistema(s) cognitivo(s) (e classes e formas de conhecimento, e saber hierarquizado, e tipos de sociedades, e variações do saber, e estruturas sociais, e o concreto), sociabilidade (manifestações de; formas de; _ ativa; _ passiva; _ organizada; _ espontânea), sociedades feudais, sociedades globais (_ e seus tipos de estruturas, _ e sistemas cognitivos, _como quadros sociais, _e historicidade ou prometeismo, _ e agrupamentos funcionais, _e classes sociais, _e capitalismo, _e teocracia, _e cité, _e feudalismo, _e hierarquias múltiplas, dependência das _ , _e as escalas do social, _e os tempos sociais, _e as formas de sociabilidade, _ e os determinismos sociais, _e as atitudes coletivas, dependência das _), sociedades industriais, sociedades modernas, sociedades teocrático-carismáticas, sociologia da filosofia (é tornada difícil pelo hiperempirismo), sociologia do saber histórico, sociologia da literatura (é intermediária da sociologia do conhecimento), sociologia da sociologia, sociologia diferencial (voltada para o estudo das variações nos quadros sociais), sociologia sistemática (limitada ao estudo das regularidades tendenciais), Sócrates, Spinoza, Stark, Stendhal, sujeito cognoscente (sofre alteração em virtude do conhecimento);

T

Tarde (Gabriel), tecnologia, temas coletivos reais, tempos sociais (persistem na sucessão e se sucedem na duração, oito gêneros de _ , gerados na dinâmica de reestruturação, _ e experiência dialética, multiplicidade dos _ , _e variabilidade, _ e princípios de equilíbrio, hierarquia de _ , como problema da sociologia do conhecimento, _ e a teoria da liberdade, _ e os níveis de realidade, _ e relações com outrem, definição descritiva dos _ , consciência dos _ , _ e simbolização, _ e lógica, etc.), tendências cognitivas (verificam-se nos grupos e nas manifestações da sociabilidade), tendências sociológicas probabilitárias, teoria de estrutura social, teoria de sociedades históricas, teoria determinista ou determinística (compromisso com a compreensão-explicação), teoria dinâmica, teoria do fetichismo da mercadoria, teoria microfísica, teoria social da percepção, teoria sociológica, teorias de consciência aberta, tipos de agrupamentos, tipos de estruturas, tipos de sociedades, tipos microssociológicos (_e ligações sociais, _e os graus de fusão nos Nós, _e a Massa, _ e a Comunidade, _e a Comunhão, _e o concreto, _e variedade de fatos), tomada de consciência, Tomás de Aquino, Tonnies, totalidade dinâmica específica, três escalas (a dos Nós, a dos grupos e classes, a das sociedades globais), tridimensional.

U

Utilitarismo (valores do _, projeção pelo _, _e filosofia pública, _ liberal, favorece a teoria de comunicação social), unidade relativa do Nós (dá acesso a um mundo de significados inacessível de outra maneira), unidades coletivas observáveis diretamente, unidades coletivas reais, unificação dos determinismos ou modos de operar (é esforço coletivo);

V

Variabilidade (o conteúdo do saber varia em função dos quadros sociais, _ é irredutível), variações (do saber), visão de mundo, visão de conjunto (campo de _), Voltaire (François-Marie Arouet: 1694 –1778);

W

Weber, Max (Maximilian Carl Emil Weber: 1864 –1920); Wright Mills, C. (Charles Wright Mills: 1916 – 1962).

21 de junho de 2009

SOCIOLOGIA – GUIA PARA A PESQUISA – II


E

Einstein (Albert : 1879 – 1955), elementos anestruturais, Engels, epifenômeno (e conhecimento), epistemologia (colabora com a sociologia do conhecimento por meio dos conceitos de totalidade, multiplicidade,etc), escala macrossociológica, escala microssociológica, escritores, esforço coletivo, espaços de configuração (e estudos da probabilidade), espécie, espécies microssociológicas ou espécies de sociabilidade (são duas=por fusão ou por oposição), estados mentais (e mentalidade coletiva), estratificação, estratos, estrutura social (e mudança em permanência), estrutura parcial ou global, estrutura social do conjunto, estruturação, estruturas sociais (no centro da sociologia do conhecimento), estudo dos grupos particulares, Eu genérico, existência (em geral; em particular; doutrina do homem como _ ), existencialismo, experiência (é sempre essencialmente humana), experimentação (é humana e não apenas lógica), extensão concreta (e tempos múltiplos);

F

Falso saber (e a sociologia do conhecimento), fenômeno do fetichismo da mercadoria, fenômeno do todo social, fenômeno social total, fenomenologia existencial, fenômenos sociais, fetichismo da mercadoria, Fichte, Flaubert, formação (da preeminência do todo; de equilíbrio no interior de uma estrutura), formas do conhecimento (se diferenciam segundo dicotomias), fossilização, fossilizações sociais, Freud, funções sociais (interpretação das…), fusão nos Nós (graus são a Massa, a Comunidade, a Comunhão);

G

Gabel (Joseph: 1912 – 2004), Galileu, Gestalt (e as atitudes coletivas), Giddens (Anthony (1938 – ), Goethe, Goldmann (Lucien : 1913 – 1970), Gonseth, Gramsci, Granger, Gregório VII, grupo e estrutura (há semelhança), grupo não-estruturado, grupos reais, grupos sociais mais humanos, Gurvitch (Georges : 1894 – 1965);

H

Habermas, Halbwachs, Hegel, Heidegger (Martin : 1889 – 1976), Heisenberg (Werner : 1901-1976), hierarquia (das formas da sociabilidade; dos agrupamentos ; das classes), hierarquias múltiplas (e a pluridimensionalidade da realidade social), hiperempirismo dialético (umbral metodológico comum à filosofia e à ciência), Hobbes, Homo faber (e a teoria da liberdade), Husserl (Edmund: 1859-1938);

I

Ideologia, ideologia burguesa, ilusões introspectivas (nada têm a ver com a atitude do sociólogo do conhecimento), imanência recíproca (e reciprocidade de perspectiva), incremento psicológico (e cultura científica, etc.), o individual (predomina no conhecimento filosófico), intelectuais, intencionalidade funcional, interior das estruturas, intuição (pura, da vontade, e iluminação carismática, etc.);

J

Juízos cognitivos (sua validade relativa), juízos coletivos (reconhecem a veracidade de experiências e intuições coletivas), Juízos de valor (e contradições);

K

Kant, kierkegaard, kojévè, kolakowski;
21 de junho de 2009

SOCIOLOGIA – GUIA PARA A PESQUISA – I

Realização: Grupo Oficina da Monografia

Rio de Janeiro, Outubro 2007

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SOCIOLOGIA – GUIA PARA A PESQUISA

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AUTORES e ASSUNTOS SELECIONADOS

A

Agostinho, Aron (Raymond, 1905 – 1983), agrupamento estruturado, agrupamentos de afinidade fraternal, agrupamentos de atividade econômica, agrupamentos de atividade não-lucrativa, agrupamentos de grande envergadura, agrupamentos de idade, agrupamentos de localidade, agrupamentos de parentesco, agrupamentos funcionais (participam na dialética entre independência e dependência em face da sociedade global), agrupamentos místico-extáticos, agrupamentos particulares (e as sociedades globais), alienação , alienações (dialética das _), Althusser, ambigüidades (marcam a relação do símbolo ao conteúdo), âmbitos da totalização (dialética do microssocial, do parcial ou grupal, e do global), amplitudes concretas (percebidas, _ e tempos),
análise gurvitcheana, análise das comunidades, análise das comunhões, análise das massas, análise estrutural(é inseparável da análise dos agrupamentos particulares), análise sociológica das classes do conhecimento, apreensão afetiva (do ser social, é direta nas sociedades arcaicas), Aristóteles, atitude (individual, coletiva, como gestalt, como configuração), atividade social prática, atos (de juízo, de volição, cognitivos, não-cognitivos, individuais e coletivos, mentais, conscientes, afetivos, imediatos, _ e obras de civilização, projeção dos _, etc.), atos coletivos (dão acesso às idéias e valores), atos mentais (são observados na implicação mútua entre as experiências de participar no real e os juízos assim tornados cognitivos), autonomia (do significado diante do significante, do simbolizado diante do símbolo, dos conteúdos em relação às instituições legitimadas, princípio da _ );

B

Bachelard (Gaston: 1884-1962), Bacon, Balzac, Berger (Peter: 1929), Bergson (Henri :1859 – 1941), Birnbaum (Norman :1926), Bohr, Bourdieu, Braudel (Fernand :1902 – 1985), Brunschvicg (Léon 1869 – 1944);

C

Cassirer (Ernst: 1874 – 1945), Castells ( Manuel: 1942), causalidade (em geral, provável, a categoria da _, relações de _, psicológica, singular, _e determinismo), círculo hermenêutico (problema do _), classe social, classes de conhecimento (profundamente implicadas na realidade social e na engrenagem de suas estruturas), classes sociais, coeficiente da intenção humana valorativa, coeficiente existencial do conhecimento, coeficiente humano do conhecimento, coeficiente social do conhecimento (como fator numérico das variações do saber), coeficientes de discordância (entre as sondagens de opinião e as atitudes reais dos grupos), coeficientes ideológicos (na História e na Sociologia), coeficientes positivos, coeficientes pragmáticos do conhecimento, coeficientes práticos, coerência (da teoria de sociedades históricas; _ e conhecimento), Collingwood, competências tecnológicas, Comte, Condição humana (como objeto da sociologia, _ e método), conhecimento científico (busca a união do conceitual e do empírico), conhecimento de outro (diretamente apreendido nos atos mentais), conhecimento de senso comum (é muito particular e se identifica bastante à função de um quadro social bem delimitado), conhecimento filosófico (é reflexivo em segundo grau), conhecimento perceptivo do mundo exterior (dá conta das perspectivas recíprocas sem as quais não há funções sociais), conhecimento político (concilia partidarismo e realismo), conhecimento simbólico (corresponde à incerteza do conteúdo desejado), conhecimento técnico (parte constitutiva da praxis), conhecimentos coletivos (como conteúdos cognitivos), conjuntos (sociais, conceituais, reais, práticos, complexos, abertos, _ e gestalt, visão de_), consciência do tempo (e definição descritiva do tempo, etc.), consciência alienada, consciência coletiva, consciência de classe, consciência idêntica, consciência mistificada, consciência real, consumidores, conteúdos (reais, cognitivos, sociais, lógico-numéricos, comunicativos, simbolizados,como fatores culturais, _ da mente, _ e conhecimentos coletivos), correlação funcional, correlações funcionais (entre o saber e os quadros sociais), cristalização, critério cognitivo, critério da liberdade, critérios de outro e dos Nós (se estreitam ou se ampliam em função de cada quadro social), cultura, culturalismo abstrato (é preconceito filosófico, _ e o método da sociologia);

D

Dahrendorf (Ralf :1929 -), desalienação do saber (como utopia intelectualista do saber desencarnado), Descartes, desdogmatização, desenvolvimento do capitalismo, determinismo topológico (e procedimentos científicos), determinismos sociais (são estudados como os aspectos da dialética das três escalas que compreendem os modos de operar a integração), determinismos sociológicos (por distinção dos determinismos sociais a que dão formulação), Dewey (John :1859-1952), dialética relativista, dialética complexa ou sociológica (e as escalas microssocial, parcial, global; _ e os níveis de realidade social) Dilthey, dinâmica(s) (coletivas de avaliação, no pensamento probabilitário, dos elementos microssociais, teoria _, concepção _ ), distância (social, e os públicos, agrupamentos a_ ) Dostoyewiski, Duns Escoto, Durkheim (Émile :1858 – 1917) ;